12 de março de 2010

Para quê se precisa de uma Mãe, se já inventaram um Hambúrguer enorme com 3 fatias de queijo, tomate, alface... ?



Observem atentamente a imagem publicitária acima, e diga para si mesmo; qual o sentimento que ela transporta para dentro de suas entranhas? (teeempo...) (ah, tá, tá bom! mais um pouco...) (zzzzzz...) Ok! È isso mesmo o hambúrguer do McDonald’s é tão, ou mais saudável, nutritivo e essencial quanto o leite e o respectivo calor materno, noooossaaa! que demais vou comprar um agora mesmo, não só pra mim, mas pra toda a minha família e amigos, e assim distribuir amor, saúde e contribuir com a usura dessa corporação que é tão necessária para o bem estar da humanidade! (epifania minha, calma respira!). Bem isso era a sensação que a campanha publicitária mencionada, queria provocar em mim e em você! Tudo isso de uma maneira bem eficiente, sem sequer mencionar uma única palavra, só é preciso olhar a imagem, mesmo que de maneira desatenta. E não duvide a mensagem vai ser receptada e entendida por você, mesmo que você não perceba ou ainda que não queira (semelhante a uma sonda alienígena dos filmes de ficção científica ou uma mensagem subliminar, tipo daquelas escondidas nos filmes da Disney).

O certo é que nossa vida é regida por organizações sociais, sejam elas lucrativas ou não, e o fato é que precisamos delas para satisfazer nossas necessidades básicas, intermediarias e até nosso entretenimento. Só que necessariamente não precisamos que tomem nossa sanidade em nome de valores dissimulados, dos quais não são essenciais, nem mesmo básicos para manutenção de nossas vidas (é isso mesmo estou falando do consumismo).

Mas pensando bem, o que é poderíamos esperar de empresas que em suma, são organizações cujo objetivo é: “assegurar o máximo de prosperidade ao patrão”! E não importa os operários, não importa sua família, não importa a sociedade, e nem mesmo o meio ambiente ou o solo que sustenta nossas vaidades, desde que: “o máximo de propriedade esteja assegurado ao patrão”.

O mais engraçado é que o conceito de organização envolve um conjunto de indivíduos trabalhando com um mesmo fim, que é, garantir os objetivos aos quais, a organização estar se propondo a alcançar. Só que ninguém te contou - e não conte pra ninguém, leia baixinho! - que Marx já descobriu que existe a mais valia, e que o trabalho de muitos é super-explorados e/ou aproveitado por uma ou poucas pessoas. Ou seja o trabalho do operário não é devidamente remunerado quando levado em consideração o esforço, ou talento depreendido para execução do trabalho. Mas não se preocupe quem fica com esse excedente de trabalho é o seu patrão, mas é sem maldade viu! é só uma questão social de desigualdade. Se conforme com o seu salário, você já tem o suficiente para comer, ou pelo menos tentar sobreviver.

E não esqueçamos que ainda existe a as especialidades funcionais devidamente apartadas pela “divisão social do trabalho”, que constitui a base da organização; na verdade é a própria razão da organização. Nada demais! Pior era nos temos de F. W. Taylor (precursor do Taylorismo e da Administração Cientifica) e da aplicação de suas doutrinas de maximização de lucros, que considerava o homem, como um sujeito limitado e mesquinho, preguiçoso e culpado pela vadiagem e desperdício das empresas e, que deveria ser controlado por meio do trabalho racionalizado e do tempo padrão. Taylor acreditava que para motivar o operário, somente estímulos financeiros era o suficiente. Delineando assim o conceito de homus economicus. Ainda bem caros, que as empresas ou organizações não enxergam mais as pessoas dessa forma, a administração já evoluiu o suficiente para delinear novos adjetivos aos terráqueos. Será mesmo? Porém, continuo a acreditar que eles continuam a nos enxergar como seres desprovidos de vida própria, de necessidades e princípios diversos, ou seja, simples objetivos, ou metas de vendas e de produção a alcançar. Segurem seus bolsos e controle as suas emoções carnais que, eles querem o seu dinheiro, controlar suas vidas e vontades e o pior! comer seu cérebro.

Por: Marcus Antonio (mmatrix5@hotmail.com)



Referências bibliografias: CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teroria geral da administração: uma visão abrangente da moderna administração das organizações. 7. ed. rev. e atual. - Rio de Janeiro: Elsevier, 2003

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